Vítima afirma que vinha sendo perseguida pelo ex-companheiro havia seis meses. Segundo o relato dela, as agressões ocorreram após o homem descobrir que ela estava conhecendo outra pessoa. Polícia Militar registrou a ocorrência no dia 11 de outubro.
Uma jovem que procurou a reportagem do Policial Web relatou momentos de medo e violência que, segundo ela, teriam sido praticados pelo ex-companheiro, em uma ocorrência registrada na noite de 11 de outubro de 2026, na Avenida Londrina, em Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná.
Veja mais detalhes no vídeos abaixo:
Abalada psicologicamente pelo que aconteceu, ela preferiu não gravar entrevista, mas aceitou relatar à reportagem detalhes do relacionamento e das situações que afirma ter enfrentado após a separação.
Segundo a jovem, o relacionamento durou aproximadamente dois anos e o casal estava separado havia seis meses. Nesse período, conforme seu relato, o ex-companheiro teria continuado a persegui-la e a fazer ameaças verbais. Ela também afirmou que ele já havia quebrado seu aparelho celular, mas que, até o episódio relatado, nunca havia sido agredida fisicamente por ele.
A situação teria se agravado depois que o homem descobriu que ela estava conhecendo outra pessoa. De acordo com a jovem, ele não teria aceitado o fim do relacionamento e foi até o local onde ela estava.
Jovem relata agressões e ameaças de morte
Conforme o relato da vítima à reportagem, durante o episódio o ex-companheiro teria iniciado uma sequência de agressões, com socos, chutes e arremesso de tijolos. Ela contou que caiu e não conseguiu fugir, enquanto o homem a xingava e dizia que iria matá-la.
Ainda segundo a jovem, diante do medo e da violência, ela procurou abrigo em um local nas proximidades.
As declarações da vítima à reportagem apresentam detalhes adicionais sobre o episódio. Parte dessas informações também consta no boletim da Polícia Militar, enquanto outras foram relatadas diretamente por ela e não devem ser tratadas como fatos já comprovados judicialmente.
O que consta no boletim da Polícia Militar
De acordo com o registro policial, a equipe foi acionada por volta das 21h do dia 11 de outubro para atender uma ocorrência inicialmente comunicada como possível tentativa de feminicídio, com informações sobre disparos de arma de fogo e uma pessoa ferida.
No local, a mulher relatou aos policiais que o homem teria danificado e arrombado a porta da residência com um tijolo, invadido o imóvel e passado a agredi-la com chutes, tapas e esganadura. Ela também informou que suas roupas foram rasgadas, seu celular foi destruído e que vinha sofrendo ameaças constantes.
Um segundo homem que estava na residência teria fugido pela janela e também relatado ter sido ameaçado pelo suspeito.
Durante as diligências, os policiais localizaram o veículo do homem. Posteriormente, ele se apresentou acompanhado de seu advogado e negou as agressões, afirmando que teria apenas empurrado a mulher.
A informação inicial sobre disparos de arma de fogo não foi confirmada pelos envolvidos, que disseram não ter ouvido tiros nem visto armas.
As partes foram encaminhadas para exames de lesões corporais e, posteriormente, à Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis. O boletim policial informa como resultado a prisão.
Imprensa recebeu informações oficiais após cobrança de populares
Após o ocorrido, populares procuraram a reportagem do Policial Web cobrando informações sobre o caso. No entanto, o boletim oficial não havia sido divulgado aos canais de comunicação no dia da ocorrência.
Diante da repercussão e da procura da comunidade por esclarecimentos, as informações foram solicitadas às autoridades policiais e recebidas somente na terça-feira, 20 de outubro, possibilitando a publicação dos detalhes oficiais.
A reportagem ouviu também o relato da jovem, que decidiu compartilhar sua experiência mesmo sem se sentir emocionalmente preparada para conceder uma entrevista gravada.
Violência contra a mulher deve ser denunciada
Casos de perseguição, ameaças e agressões no contexto de relacionamentos exigem atenção. Mulheres que estejam passando por situações semelhantes podem buscar ajuda e orientação junto às autoridades e à rede de proteção.
Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. O Ligue 180 oferece atendimento e orientação sobre violência contra a mulher.
O caso registrado em Assis Chateaubriand segue sujeito aos procedimentos legais e à apuração das autoridades competentes.
Radar Paranaense e Policial Web
















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