Jaminus já foi investigador da 48ª DRP anos atrás em Assis Chateaubriand, morou por muitos anos em Toledo.
O julgamento de Jaminus Quedaros de Aquino, acusado de matar a ex-mulher, Suellen Helena Rodrigues, a tiros em frente aos filhos, começou nesta terça-feira (13), em Curitiba. A família da vítima e a imprensa, porém, foram impedidas de acompanhar a sessão do Tribunal do Júri. Segundo informações da Ric RECORD, o pedido para restringir o acesso partiu da defesa do réu e foi aceito pela juíza responsável pelo caso. O motivo da decisão, no entanto, não foi divulgado.
A restrição provocou indignação entre os familiares de Suellen, que aguardavam há anos pelo julgamento. Em entrevista ao Balanço Geral, a tia da vítima, Marilyn Santos Machado, afirmou que esta é a segunda vez que a família comparece ao tribunal para acompanhar a sessão e não consegue participar.
“Estamos de boca aberta porque é a segunda vez que a gente vem para esse júri, o assassino aí com advogados, e nós, que somos da família [da vítima], estamos barrados de assistir a um júri popular. Estão proibindo a família de assistir. Isso não é justo. Eles estão a favor do bandido e contra nós, que perdemos um anjo. Ela era um anjo, uma supermãe. Ele judiou anos dela e, quando chega o dia do julgamento, nós, que somos da família, ficamos vetados de entrar no tribunal”desabafou.
Marilyn também relatou que os familiares têm medo de que Jaminus deixe a prisão e faça algo contra eles. Segundo a tia, a família sofre ameaças constantes.

Suellen foi morta na frente dos filhos
Suellen Helena Rodrigues tinha 29 anos quando foi assassinada, em 31 de outubro de 2022. O crime aconteceu por volta das 13h, em frente à escola municipal onde os filhos estudavam, na Rua Alvorada, no bairro Uberaba, em Curitiba.
Naquele dia, a mulher aguardava para deixar as crianças na instituição de ensino quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Mesmo com uma medida protetiva de urgência contra ele, Suellen foi atingida por pelo menos três tiros e morreu antes da chegada do atendimento médico.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o crime. O vídeo mostra Jaminus chegando ao local em um Chevrolet Cruze branco. Ele estaciona o veículo, desce e conversa por alguns segundos com Suellen e as crianças. Na sequência, começa a atirar.
Antes de fugir, o homem ainda pega a bolsa da vítima. O objeto foi encontrado nas proximidades e entregue às autoridades por um casal. O crime aconteceu diante dos filhos de Suellen, e um dos disparos quase atingiu uma das crianças.
Acusado responde por homicídio triplamente qualificado
O Ministério Público do Paraná denunciou Jaminus por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras apontadas na denúncia são feminicídio, motivo torpe e uso de recurso que resultou em perigo comum.
O acusado também responde por ameaças e descumprimento de medida protetiva relacionados a fatos ocorridos em Prudentópolis, cidade de onde Suellen havia se mudado para Curitiba após a separação.
Na época do assassinato, a polícia informou que havia um mandado de prisão contra Jaminus por descumprimento da medida protetiva.
Homem foi condenado por torturar os filhos
Além da acusação pela morte de Suellen, Jaminus foi condenado, no ano passado, a 35 anos de prisão em regime fechado por torturar os dois filhos enquanto ainda convivia com eles. A sentença também determinou o pagamento de R$ 25 mil em indenização às crianças e a perda do poder familiar.
Conforme a sentença, os filhos relataram pelo menos cinco episódios de agressões ocorridos entre 2017 e 2022. Os relatos incluíram tapas, cintadas e castigos, como permanecer presos em uma cadeirinha no escuro.

Os depoimentos também mencionaram agressões contra os animais de estimação da família. Segundo o documento, Suellen chegou a orientar o filho a se esconder no banheiro para se proteger das agressões do pai.
O julgamento desta terça-feira deverá analisar a responsabilidade criminal de Jaminus pela morte de Suellen.
Fonte: Banda B




















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