Mark Lensink, um jovem de 26 anos natural de Rijssen (Holanda), foi identificado como a vítima fatal do naufrágio de um barco do Macuco Safari ocorrido na tarde de terça-feira (28) no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.

Ele estava em um tour exclusivo com seus familiares no momento em que a lancha tombou no Rio Iguaçu. Segundo dados do ICMBio, a embarcação transportava oito pessoas: seis visitantes dos Países Baixos, além do condutor e do auxiliar de bordo.
Os bombeiros informaram que a vítima sofreu afogamento, que culminou em uma parada cardíaca. Os primeiros atendimentos foram realizados dentro da área do parque, seguidos pelo transporte fluvial até o Porto Seco do Kattamaram e posterior remoção por ambulância ao Hospital Municipal. Infelizmente, todos os esforços médicos para reanimá-lo foram em vão, e o óbito foi declarado na unidade de saúde.
As demais pessoas que estavam no barco foram salvas por uma operação conjunta que envolveu Bombeiros, Samu, Marinha, ICMBio e colaboradores da própria concessionária do passeio.
De acordo com a unidade hospitalar, três turistas holandeses deram entrada no pronto-socorro. Um dos homens, de 49 anos, segue internado com quadro estável em observação. Seu genro passou por triagem, mas dispensou cuidados emergenciais. Uma mulher de 48 anos, por sua vez, foi diagnosticada com uma fratura no pé e recebeu os cuidados necessários.
Em nota oficial, o Macuco Safari manifestou pesar pelo falecimento de Mark Lensink, solidarizando-se com a família. A empresa confirmou o horário do acidente (por volta do meio-dia), garantiu que todos saíram da água rapidamente e afirmou estar oferecendo suporte total aos parentes. A concessionária destacou sua colaboração irrestrita com as apurações, ressaltando que possui todas as licenças vigentes e mais de quatro décadas de operação no parque nacional.
A Polícia Civil já deu início a um inquérito para elucidar o caso. Agentes estiveram no local para os primeiros levantamentos, enquanto a Polícia Científica realiza perícia. O corpo foi encaminhado ao IML para necropsia, e as testemunhas, incluindo sobreviventes e parentes, serão ouvidas nos próximos dias.
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Rio Paraná, também acompanhou a ocorrência in loco. Um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) foi instaurado com o objetivo de determinar as causas do tombamento e apurar possíveis responsabilidades.
Por determinação do ICMBio, as atividades do Macuco Safari estão suspensas por um período de 72 horas a partir de quarta-feira (29). O instituto informou que a documentação da empresa está em dia e reiterou seu compromisso em auxiliar as entidades investigativas para esclarecer totalmente o ocorrido.
Catve


















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