“Ele era muito dócil”, diz morador sobre cão comunitário morto em Toledo

A morte do cão comunitário Abacate, atingido por um disparo de arma de fogo, gerou comoção e revolta em Toledo, no oeste do Paraná. 

O animal foi resgatado por vizinhos do bairro Tocantins após ser baleado. Ele foi encaminhado a uma clínica veterinária particular, onde exames constataram que o projétil provocou lesões graves nos rins e no intestino. Apesar dos esforços da equipe veterinária, o cão não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil apura as circunstâncias do crime e trabalha para identificar o responsável pelo disparo. Casos de violência contra cães e gatos podem resultar em punições severas.

Abacate chegou ao bairro em outubro do ano passado e passava a maior parte dos dias embaixo de uma árvore, em frente à casa de Raquel Cassol da Silva. No local, a família pretende construir um memorial para manter viva a lembrança do cão.

“Ele era muito dócil, corria atrás de uma moto ou outra, como qualquer cachorro, mas era muito querido, amado pelas crianças”, disse o morador Leandro Volanick.

Orelha socorrido e levado para atendimento não se feriu. 

MORTE DO CÃO ORELHA 

A morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina, gerou comoção nacional e segue sob investigação da Polícia Civil. O animal, de cerca de 10 anos, foi atacado por quatro adolescentes no dia 4 de janeiro e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte.

Com a repercussão do caso, a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação em 26 de janeiro para cumprir mandados de busca e apreensão contra os adolescentes e adultos responsáveis. Celulares e dispositivos eletrônicos foram apreendidos, e mais de 20 pessoas já foram ouvidas. A investigação também analisou mais de 72 horas de imagens de câmeras de monitoramento públicas e privadas.

Familiares dos adolescentes foram indiciados pelo crime de coação de testemunhas. Entre os investigados estão empresários e um advogado, segundo a polícia. Dois dos adolescentes envolvidos estão nos Estados Unidos em viagem previamente programada. Até o momento, ninguém foi preso.

As autoridades também apuram um segundo caso de agressão contra outro cão comunitário, conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar. Os adolescentes podem ser responsabilizados por meio de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Após o caso, Santa Catarina aprovou a Lei nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário, reforçando que esses animais devem ser protegidos pela sociedade e pelo poder público.

Catve

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