As buscas pelo jovem desaparecido no Pico Paraná, na Região Metropolitana de Curitiba, foram retomadas na manhã deste sábado (3). A operação, coordenada pelo Corpo de Bombeiros do Paraná, mobiliza equipes especializadas que atuam desde o registro do desaparecimento, ocorrido em 1º de janeiro de 2026.
A procura pelo jovem havia sido suspensa na noite desta sexta-feira (2). De acordo com a corporação, a visibilidade não permitiu a utilização de aeronave para envio de recursos para as equipes em solo, para pernoite. Por isso, as equipes de buscas foram desmobilizadas e deverão retomar a operação amanhã cedo.
Ao longo do dia de sexta foram feitas buscas em trilhas, fendas e grotas, inclusive com a utilização da aeronave com sensor térmico. Estão atuando na ocorrência 14 bombeiros militares pertencentes ao GOST (Grupo de Operações e Socorro Tático) e voluntários civis, sendo cinco corredores de montanha do CPM (Clube Paranaense de Montanhismo ) e cinco integrantes do COSMO (Corpo de Socorro em Montanha). Todos os civis que estão atuando junto ao CBMPR são experientes e tem treinamento para auxiliar nas buscas.
Como aconteceu o desaparecimento
Roberto Farias Tomáz, o rapaz desaparecido, tem 19 anos de idade. Ele foi para a trilha do Pico Paraná, maior montanha de toda a região Sul do Brasil, junto de uma amiga chamada Thauane. O objetivo dos dois era assistir ao nascer do Sol do primeiro dia de 2026.
Segundo a garota, Roberto começou a passar mal por volta das 3 horas da madrugada de quinta-feira, dia 1º. Ainda assim, ela resolveu deixar o amigo sozinho e foi dormir sem ele num acampamento. Quando outro grupo que vinha atrás deles chegou, notou que o rapaz estava desaparecido, já que não foi visto na trilha.
Os bombeiros foram acionados ainda na manhã de sexta e no começo da tarde já iniciaram as buscas. Até agora, no entanto, não se sabe o que pode ter acontecido com Roberto, que é técnico de segurança do trabalho, bombeiro civil, socorrista resgatista e consultor financeiro de investimentos.
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