Cerca de 300 escorpiões foram encontrados dentro de uma única residência no bairro Vila Santo Antônio, em Maringá, em um intervalo de aproximadamente uma semana. Os animais surgiam atrás de um muro com parede dupla, na divisa com um terreno vazio.
A moradora do imóvel, Natalí Matsumoto, contou ao GMC Online que a infestação começou entre os dias 28 de outubro e 8 de novembro, mas continua acontecendo mesmo após diversas intervenções.
“Quando passa dois ou três dias, eles aparecem de novo. A gente tampa os ralos, passa veneno, veda o local de onde achamos que eles estão vindo, mas continuam surgindo no mesmo ponto. Mesmo tudo lacrado, eles aparecem”, relatou.
A família, composta por cinco pessoas, incluindo duas crianças, de 2 e 10 anos, e um jovem de 19 anos, vive em constante apreensão. “Foi uma semana desse jeito, aparecendo direto, e a gente com medo de sair de casa”, disse Natalí.
Ações do município
Procurada, a Prefeitura de Maringá informou que as equipes da Secretaria de Saúde realizaram uma busca ativa nos dias 17 e 18 deste mês em mais de 70 imóveis do bairro. Técnicos da Zoonoses também seguem monitorando rotineiramente a residência da família.
O município afirmou ainda que há terrenos em situação de abandono na região. Os proprietários foram notificados a realizar a limpeza. Caso não executem o serviço no prazo, serão multados, e a prefeitura fará a limpeza, cobrando as taxas posteriormente.

Prevenção
A Secretaria de Saúde reforça medidas essenciais para evitar o aparecimento de escorpiões:
- manter quintais limpos e sem acúmulo de entulho;
- vedar ralos, buracos, lixeiras e tomadas;
- sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usar;
- evitar locais com acúmulo de resíduos que atraiam baratas, principal alimento dos escorpiões.
A orientação em caso de aparecimento de animais peçonhentos é acionar a Ouvidoria da Saúde pelo telefone 160.
Cuidados em caso de picada
Especialistas alertam para a importância de procurar atendimento médico imediato. As orientações são:
- lavar o local da picada com água e sabão;
- manter o membro afetado elevado;
- não aplicar pomadas, gelo, café, moeda ou outras receitas caseiras.
Em Maringá, o Hospital Universitário é o único que dispõe de soro antiescorpiônico. “A maioria dos casos é leve, mas crianças e idosos podem evoluir para quadros graves”, reforça a Secretaria de Saúde.
(Com informações e imagens do OBemdito)




