Desabamento em Miami completa dez dias com filho de brasileira desaparecido e obstáculos nas buscas

Foto: Agência Brasil

Prédio de 12 andares desabou na madrugada do dia 24 de maio, deixando pelo menos 18 pessoas mortas; socorristas ainda buscam por sobreviventes

Bombeiros e socorristas iniciam neste sábado, 3, o décimo dia de buscas por sobreviventes no desabamento de um prédio no condado de Miami-Dade, na Flórida. As Champlain Towers, havia 40 anos de pé em 12 andares diante da popular praia de Surfside, foram construídas com 136 residências de um, dois ou três quartos, distribuídas em espaços entre 100 m² e 200 m². Na última quinta-feira, 24, desabaram 55 desses apartamentos. O motivo da queda ainda é investigado pelas autoridades, mas barulhos semelhantes ao de uma construção e rachaduras em paredes foram ouvidos e vistos por sobreviventes poucos segundos antes do desastre. Até o momento, 22 corpos foram resgatados dos escombros e 126 pessoas ainda são consideradas desaparecidas. Nenhuma foi resgatada com vida após o primeiro dia de buscas, mas as equipes continuam alimentando otimismo no local.

Prédio dava sinais de problemas

O motivo do desabamento ainda é uma incógnita para os investigadores. As primeiras informações davam conta de que o prédio passava por uma revisão estrutural porque já tinha 40 anos de construção. Uma reforma na área do telhado estava em curso na semana da tragédia, mas não há evidências de que isso tenha causado o desmoronamento. Inspeções realizadas entre os anos de 1993 e 1999 mostraram que o edifício estava “afundando” dois milímetros por ano, o que é considerado natural para construções na região.

Uma carta escrita pela presidente do Conselho do condomínio, Jean Wodnicki, enviada a moradores no mês de abril, detalhou uma série de problemas estruturais avançados, registrados desde 2018, principalmente na área da garagem e da piscina. O reparo total do condomínio custaria US$ 15 milhões (equivalente a R$ 75 milhões).

Jovem Pan

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