Pai é condenado a mais de 30 anos de prisão por matar filha terapeuta ocupacional

O pai da terapeuta ocupacional Aline Miotto Nadolny, de 27 anos, morta no dia 6 de junho de 2019, foi condenado a mais de 30 anos de prisão, em júri popular na noite desta quinta-feira (10), pela morte da própria filha. O corpo da vítima foi localizado, na época, em frente a Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Luiz Carlos Nadolny está preso desde época do crime. Ele confessou o crime e que a motivação foi fútil. Aline havia se formado há apenas duas semanas e trabalhava em uma escola e em um lar de idosos, no bairro Alto da XV, em Curitiba. A defesa do réu tentou descaracterizar alguns crimes: ocultação de cadáver e feminicídio. O advogado da família de Aline, Samir Mattar Assad, comentou sobre a sentença do júri popular.

“Foi a única solução possível para esse caso grave e covarde cometido pelo senhor Luiz. Isso foi refutado pelos jurados ( a descaracterização dos crimes) porque não havia qualquer tipo de discussão sobre o estado psicológico do acusado”,

disse o advogado, lembrando que a defesa do pai de Aline argumentou em júri que Luiz passava por problemas psicológicos na época do crime.

Após o julgamento o advogado de defesa do réu, Sergio Padilha, falou que vai recorrer de algumas qualificadoras integrantes da condenação de 30 anos, 9 meses e 22 dias e explicou os motivos das tentativas de descaracterizar o crime.

“Tentamos tirar as qualificadoras do feminicídio porque é quando crime é feito em razão de ser de sexo feminino, então não foi em razão de ser do sexo feminino o crime. Foi mostrado também que o cadáver não estava oculto. O que é o cadáver oculto: é esconder o cadáver e não estava escondido. Nós queremos uma pena justa e não vingança. Vamos recorrer porque a pena foi muito exacerbada”, disse o advogado.

Banda B

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