Delegado fala sobre operação nesta manhã na prefeitura e algumas residências de Assis Chateaubriand

O delegado Alan Flore, Titular da Divisão de Combate à Corrupção da Polícia Civil do Paraná, esteve em uma coletiva com a Imprensa em Cascavel, falando sobre os mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos na prefeitura municipal e em algumas residências de Assis Chateaubriand, bem como também na capital do estado.

Essa é a terceira fase da operação. Na primeira, ocorrida em 2019, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão.

Na ocasião, a PCPR apreendeu diversos documentos que auxiliaram no andamento das investigações, como bilhetes de controle manual quanto ao pagamento de propina a diversos servidores e agentes públicos que mantinham contratos de venda de peças ou serviços para máquinas pesadas.

Já na segunda fase, que aconteceu em julho deste ano, foram cumpridas 59 ordens judiciais respectivamente em 39 endereços de pessoas físicas e 20 em setores de prefeituras.

Durante a ação, a PCPR apreendeu documentos que auxiliaram no andamento das investigações.

A operação tem o objetivo de cumprir 15 mandados de busca e apreensão simultaneamente em Curitiba e Assis Chateaubriand, no Oeste do Estado. Entre os investigados, há servidores públicos e agentes políticos.

CRIMES

 Após investigações de alta complexidade, a PCPR constatou que o grupo criminoso seria responsável por criar empresas de fachada com funcionários laranjas e a participação de servidores públicos. Eles seriam responsáveis por fraudar processos licitatórios e causar prejuízos aos cofres públicos.

As investigações tiveram início em março de 2019 com intuito de apurar as irregularidades na aquisição de peças de reposição de máquinas pesadas, que compõem a frota de veículos da Prefeitura de Missal.

Posteriormente, foi apurado que os crimes estavam ocorrendo ainda em outros municípios da região Oeste. Durante as diligências, a PCPR constatou que havia o recebimento de peças como sendo novas, o superfaturamento de preços e o pagamento de peças que não eram entregues ou utilizadas.

Há indícios de fraudes e acertos indevidos em licitações de 2017, 2018 e 2019.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa.

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