Setembro amarelo, mês de prevenção ao suicídio

Ameaças verbais podem incluir declarações diretas como “eu queria morrer agora” e “é isso aí, eu desisto”. Ou indiretas, como: “eu queria poder dormir e nunca mais acordar”, “eu preferia estar morto”. Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim, como avisos de alerta para um risco real.

É possível que você seja avisado por um companheiro, um amigo, por questões de amizade ou proximidade, de que ele quer se matar, ou ainda, você perceba algumas pistas para o suicídio em sua fala ou conduta. É momento de ação. Portanto, siga as recomendações que seguem:

Converse e acolha: com uma pessoa suicida a conversa precisa ser aberta e direta, sem rodeios. Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para conversar. Ouça a pessoa com a mente aberta, sem julgamentos. Se chegou ao ponto de verbalizar e/ou planejar o ato fatal, significa que está sofrendo psiquicamente e necessita de ajuda e muito cuidado. Escute-a com atenção, respeito e deixe-a desabafar.

Acompanhe: fique em contato para acompanhar como a pessoa está se sentindo e o que está fazendo. Lembre-se, num momento de sofrimento psíquico, ela necessita de todo o apoio e o acolhimento. Não a deixe sozinha. 

Busque ajuda profissional: incentive a pessoa a procurar ajuda profissional e ofereça-se para acompanha-la a um atendimento. Não mantenha o fato em segredo: convença-a que por ter apreço e consideração por ela você precisa e tem o dever ajudá-la.

Proteja: se há perigo imediato, não a deixe sozinha e assegure-se de que a pessoa não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (pesticidas, armas de fogo, medicamentos, etc.). Pessoas com intenção suicida precisam de acolhimento e acompanhamento imediato. Deixar que a ajuda seja providenciada somente na manhã seguinte, por exemplo, poderá ser tarde demais.   

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