Ex-mulher é acusada da morte de professor em Ponta Grossa

Paraná – Vinícius de Oliveira, irmão do professor Lucas Ferreira de Oliveira, desaparecido desde o último domingo (15), clama por justiça. Em entrevista ao repórter Marcio Lopes, do Portal aRede, Vinicius de Oliveira mostrou sua indignação e seu desejo de ver Patrícia Bruning Machenho, a ex-esposa de Lucas Ferreira de Oliveira, presa, assim como os possíveis comparsas pelo desaparecimento do professor. “Ela é assassina. Matou meu irmão”, resume. “Ele foi emboscado na frente da casa dela, foi amarrado e morto. Ela confessou para a polícia”, reforça. Patrícia teve a prisão provisória decretada no final da tarde desta sexta-feira (20) pela justiça.

Vinicus, que mora em São Paulo, está em Ponta Grossa para acompanhar o caso do desaparecimento de seu irmão. Ele explica que Lucas veio para Ponta Grossa no último sábado (14) para ver o filho de cinco anos que tinha com Patrícia. Ele veria o filho no sábado e no domingo, e voltaria novamente para São Paulo no mesmo dia 15, deixando o filho em Ponta Grossa, com a mãe. “Ele foi levar um presente de Natal para a criança. Agora, acabou o Natal para sempre, não só meu, mas da minha família. Infelizmente, não tenho pai e não tenho mãe, porque morreram cedo, e agora um monstro desse mata meu irmão”, acrescenta Vinicus.

Como explica Vinicius, Patrícia e Lucas foram casados por nove anos, até 2015, quando houve a separação. Depois dessa separação, Lucas foi à justiça. “Desde o começo ela dificultou de ver o filho. Não queria que ele visse. Depois, a juíza deu uma liminar que ele poderia tirar a criança de casa. Na primeira vez, ela saiu com a criança, viajou com a criança, tem até boletim de ocorrência. Tem também boletim de ocorrência de ameaça da família, dela lavrado aqui também”, completou o irmão da vítima.

O advogado de Vinicius chega a Ponta Grossa neste sábado. Ele quer tirar a guarda do sobrinho de Patrícia. E tudo o que mais quer é justiça. O delegado Jairo Luiz Duarte de Camargo, da 13ª SDP, responsável pelas investigações, reconheceu que há outros dois homens envolvidos no desaparecimento, os quais estão com a prisão decretada.  “Que a polícia de Ponta Grossa, os juízes, a promotoria, condenem um monstro desse. E que pegue os outros dois bandidos que são foragidos e paguem, que fiquem o resto da vida presos. Que faz monstruosidade dessa tem que ser preso”, conclui.

Fonte: A Rede

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