PM e Conselho Tutelar atendem suposto caso de Cárcere Privado em Assis Chateaubriand

Assis Chateaubriand – Nesta sexta-feira (13), por volta das 10h30, o Conselho Tutelar acionou à Polícia Militar para comparecer na Avenida Industrial, Jardim América, onde no local, havia uma denúncia, que um homem estaria mantendo uma mulher e três crianças em cárcere privado, sendo que o Conselho Tutelar ligou para a escola das citadas crianças e obteve a confirmação de que as crianças não compareceram no estabelecimento de ensino.

No local, não ficou constatado o cárcere privado. As conselheiras do Conselho Tutelar conversaram com a mãe das crianças, uma senhora de 36 anos de idade e disse ter três filhos e que aproximadamente 30 dias, passou a conviver na condição de união estável com uma pessoa.

Esta relatou ainda que na data do dia (12), o homem estava muito agressivo, nervoso sem revelar a razão para tal comportamento, que as crianças não foram para escola nesta sexta-feira (13), porque devido a confusão as crianças não tomaram banho e ficaram assustadas.

Enquanto as conselheiras conversavam com a mesma, no portão da casa, o homem estava ao fundo do quintal aproximadamente 20 metros, oportunidade em que um dos policiais presente no local, chamou ele para acompanhar e conversar sobre a situação.

Este falou que não queria conversar, o que foi respeitado a vontade do mesmo, porém, quando a conselheira chamou uma das crianças para conversar, ele demonstrou muito desconforto e preocupação, oportunidade em que rapidamente se levantou da cadeira em que estava sentado no fundo quintal e foi até ao portão e ficou ao lado da criança, sendo que quando a criança percebeu a presença dele, esta saiu correndo para dentro de casa, mesmo sem finalizar a conversa com as conselheiras, este contexto deixou claro que as crianças possuem muito medo do mesmo, bem como restou evidente a preocupação dele do que as crianças poderiam falar em seu detrimento.

Diante do Exposto, a equipe policial entendeu por bem pegar as crianças para que as conselheiras pudessem ouvi-las de forma imediata e separadas, sem oportunidade de serem amedrontadas pela mãe e seu convivente, porém, a mãe das crianças não gostou da ideia e pegou as crianças e correu pra dentro de casa, sendo que foi possível perceber que a mãe das crianças estava advertindo as crianças para não falar com ninguém.

Já na sequência, foi possível ouvir os choros das crianças, oportunidade em que a equipe policial conseguiu abrir o portão e adentrou na casa para pegar as crianças.

Ficou bem evidente pelos militares, que em que pese a mulher, convive com o agressor, por apenas 30 dias, e esta  foi a favor da pessoa do agressor, em detrimento de seus próprios filhos, haja vista que é inegável que as crianças possuem muito medo do elemento.

A mulher também apresentava pouco caso com os trabalhos das conselheiras, bem como da equipe policial.

Ainda segundo a Polícia Militar, ambos são usuários de drogas, maior parte crack. As conselheiras encaminharam a mulher e as crianças até a Sede do Conselho Tutelar para procedimentos cabíveis.

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